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Resenha: ZOOM - O filme mais louco da vida.

  • oidiotacinefilo
  • 4 de abr. de 2016
  • 2 min de leitura

Eu não sei o que falar desse filme, sinceramente. Não sei se dá para expressar uma opinião, montar uma resenha/crítica sobre algo tão subversivo assim. Isso porque a trama dá a oportunidade para que cada um consiga fazer uma interpretação diferente diante das suas experiências vividas durante uma hora e trinta e seis minutos de filme.

Posso dizer que após assistir Zoom, tive a sensação de estar drogado, chapado até o último fio de cabelo que eu tenho no corpo. Foi como se durante os cinco minutos vividos pós-saída do cinema tivessem embaralhado minha mente a ponto de que parecia que tudo o que eu olhava era novidade, algo extraordinário, como analisar a imensidão de prédios e seus tamanhos exagerados. Bom, com isso posso analisar Zoom como um bom filme? Não, não dá! Se ele é bom ou não, eu não sei (não consigo analisar), mas uma coisa você pode ter certeza, você vai imergir nele, se afogar em uma outra realidade.

A forma de se expressar por meio da metalinguagem me lembrou muito “Dois Coelhos”, puxando alguma coisa de “Mais Estranho que Ficção”. Mas, ele consegue se manter na linha da originalidade, tanto que não é aquele tipo de filme que passa batido e sim aquele que você tem que pensar horas e horas para ver se chega em um resultado.

Aliás, é muito bacana a forma sutil que se expõe o machismo e também alguns preconceitos de gringos, como o Brasil sempre ser ressaltado com muita caipirinha e ser um lugar paradisíaco. Outro lado é mostrar o egocentrismo perante o seu corpo, como estamos presos ao corpo perfeito, porque apesar de ser nosso corpo, queremos que ele seja perfeito para agradar a todo resto, menos a nós mesmos.

Só uma coisa é certa, Mariana Ximenes atua de uma forma fraca. Não sei se ela não consegue sair do comodismo, mas ela sempre parece estar no mesmo personagem com seu jeito canastrão de ser. Ela é tipo o nosso Bem Affleck BR. Quem sabe um dia ela faz uma versão do Batman e se encontra né?

Ficou muito legal a forma como uma realidade interferiu na outra, mas no fim, eu já não conseguia mais entender como uma coisa ligou a outra. O lado bom é que depois, tudo se tratava de uma crítica ao mundo do cinema e como filmes blockbusters funcionam. Seria cômico se não fosse trágico.

Achei muito bacana o seu desenvolvimento final que seguiu a mesma forma do filme todo. Afinal, a melhor explosão de mentes é justamente não criar o momento certo para explodir mentes, mas deixar que isso vá acontecendo durante algumas pequenas partes pelo filme todo. A trama te deixa tenso em diversos momentos, e no final, tudo isso ainda se liga a você telespectador, muito louco né?

Wake Up

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