Crônicas cinéfilas - Cinema materno
- Pedro Kiss
- 5 de mai. de 2016
- 2 min de leitura

Caros, não sou eu lá um cara que gosta de ficar comemorando essas datas forçadas pelo mercado para vender mais em determinados períodos de baixa econômica. Porém, creio que toda a data que celebra algo na mulher, deva sim ser comemorada, já que elas vivem diariamente situações de dores que nós homens nunca teremos. Machismos, cantadas, abusos na rua e em casa, trabalhar e conquistar seu espaço diariamente e além de tudo, algumas optam (ou acontece) por serem mães, outra difícil tarefa.
No cinema vemos muitas mulheres fortes, maternas, independentes, de todos os tipos. Mas eis um segredo: a maioria dessas foi inspirada na minha mãe e talvez na sua (mais a minha). Por exemplo, a minha mãe, encara a vida todo dia como a Furiosa de Mad Max. Ela corre atrás do que quer e encara o que for para conseguir, e se aparece algum Mad Max na frente dela querendo levar o nome do filme, ela até pode deixar, mas no final, quem vive sabe que a verdadeira protagonista é ela. A protagonista do próprio filme que ela constrói.
Não que ela beire a perfeição, afinal, ninguém chega lá né? Às vezes até vejo um pouco de Thelma e Louise juntas em um só corpo resultando nas maluquices da minha, mas respeito, pois sei que além de todas essas loucuras, inseguranças e outras coisas normais em um ser humano, ela vai além, já que junto com uma Thelma e Louise, existe um pouco de Sarah Connor quando é necessário, com Sally Field como a mãe do Forrest Gun, me mandando correr e ser o que eu quiser sem mudar o que eu sou e até com um pouco de Mortícia Addams, e dançando no escuro ao lado dos monstros diários. E até existem momentos que ela precisa encarnar Rhett Butler na famosa cena de “E o vento levou” e dizer para alguém que a tentou desmotivar ou desistir dos sonhos: “Frankly, my dear, I don’t give a damn”.
Preciso dizer mais? Acho que concluímos que a minha, para mim, e provavelmente a sua (ou alguém que represente essa figura materna para você, não necessariamente sendo a sua mãe de sangue) para você, são as verdadeiras estrelas de cinema, que nenhuma Marvel, DC, George Miller, Tarantino ou até Meryl Streep vão conseguir fazer algum dia.





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